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FecoAgro/RS e Ocergs destacam avanço na aprovação do PL 5.122/2023 e reforçam defesa de medidas estruturantes para o agro gaúcho

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) E A organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul - Ocergs consideram positiva a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que cria mecanismos para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e dificuldades econômicas. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

A Fecoagro/RS e a Ocergs acompanharam de forma permanente as discussões envolvendo o endividamento rural e reconhecem o trabalho realizado por entidades representativas, cooperativas, parlamentares e lideranças do setor agropecuário na construção de soluções.


Nesse contexto, a aprovação do PL 5.122/2023 representa um passo importante por criar as condições necessárias para que as negociações com o Governo Federal avancem de forma mais equilibrada, permitindo a construção de alternativas estruturantes e de longo prazo para o enfrentamento do endividamento rural e para a recuperação da capacidade de investimento dos produtores.


"O produtor rural gaúcho tem demonstrado resiliência diante de sucessivas adversidades. É fundamental que o país ofereça condições para que ele possa reorganizar sua atividade, continuar produzindo e contribuindo para a geração de renda, empregos e alimentos. A aprovação do PL 5.122/2023 é um passo importante, mas precisamos avançar em políticas de longo prazo que garantam segurança e previsibilidade ao setor", destaca o presidente da Fecoagro RS Adriano Borghetti.

Ainda há etapas importantes a serem superadas, especialmente em relação à tramitação final da proposta e à agilidade na implementação das medidas, para que os benefícios cheguem efetivamente a que mais precisa.

Carlos Moura/Agência Senado  Fonte: Agência Senado Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

Pré-candidatos ao Piratini recebem Agenda do Cooperativismo Gaúcho

Documento elaborado pelo Sistema Ocergs apresenta as principais demandas do setor e reforça a importância do diálogo institucional para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Os principais pré-candidatos ao Governo do Rio Grande do Sul receberam a Agenda Institucional do Cooperativismo Gaúcho 2026, documento elaborado pelo Sistema Ocergs que reúne as demandas prioritárias dos sete ramos do cooperativismo para os próximos anos. A entrega foi conduzida durante as últimas semanas, pelo presidente da entidade, Darci Hartmann, em encontros realizados com Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB).

A ação faz parte do RepresentaCoop, programa de representação institucional do Sistema Ocergs voltado à defesa dos interesses das cooperativas gaúchas junto aos órgãos públicos e às lideranças políticas. Durante as reuniões, os pré-candidatos tiveram acesso às principais propostas do setor e manifestaram disposição para avaliar a inclusão dessas pautas em seus respectivos planos de governo.

O cooperativismo desempenha papel estratégico na economia do Estado. Com faturamento projetado em R$ 103 bilhões em 2025, participação de 14% no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho e mais de 4,2 milhões de associados, o segmento contribui de forma significativa para a geração de renda, emprego e desenvolvimento regional. Diante desse cenário, o Sistema Ocergs reforça a importância do diálogo institucional para assegurar que as necessidades e contribuições do cooperativismo sejam consideradas nas decisões que impactarão o futuro do Rio Grande do Sul.

A Agenda Institucional do Cooperativismo Gaúcho 2026 reúne propostas construídas a partir das demandas apresentadas pelos diferentes ramos do cooperativismo. O documento aborda temas considerados estratégicos para o fortalecimento do setor e para a competitividade do Estado, contribuindo para a construção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico e social.

"Buscamos construir pontes e mostrar como o cooperativismo pode contribuir para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. As cooperativas estão presentes em todas as regiões do Estado, gerando oportunidades, renda e qualidade de vida para milhões de pessoas", destaca Hartmann.

Presente em centenas de municípios, o cooperativismo gaúcho exerce papel relevante em diferentes setores da economia, como agropecuária, crédito, saúde, transporte, infraestrutura, trabalho, produção de bens e serviços e consumo. Além de movimentar a economia, o modelo cooperativista contribui para a inclusão produtiva, a geração de empregos e o fortalecimento das comunidades onde está inserido.

Por isso, a participação ativa do setor nos debates sobre o futuro do Estado é considerada fundamental. O trabalho desenvolvido pelo Sistema Ocergs por meio do RepresentaCoop busca justamente garantir que a experiência e as contribuições das cooperativas sejam levadas em consideração na construção de soluções para os desafios do Rio Grande do Sul.

A agenda de diálogo com os pré-candidatos terá continuidade no próximo mês. Todos foram convidados para participar de um painel durante o Fórum dos Presidentes, promovido pelo Sistema Ocergs no dia 6 de julho, em Porto Alegre.

O encontro reunirá lideranças cooperativistas de diferentes regiões do Estado para debater propostas, alinhar prioridades e aprofundar a discussão sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do cooperativismo e do Rio Grande do Sul. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema Ocergs em promover o diálogo, a construção coletiva e a defesa dos interesses das cooperativas gaúchas.

Pré-candidatos ao Piratini recebem Agenda do Cooperativismo Gaúcho
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