O cooperativismo brasileiro manteve sua trajetória de expansão em 2025 e alcançou resultados que reforçam sua relevância para a economia e para o desenvolvimento das comunidades. O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026 (AnuárioCoop), divulgado pelo Sistema OCB na sexta-feira (31/07), mostra que o país chegou à marca de 29 milhões de cooperados, crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior, o equivalente a 13,6% da população brasileira.
Além da expansão do quadro social, o desempenho econômico do setor confirma sua capacidade de gerar riqueza e desenvolvimento. As cooperativas brasileiras movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos, crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O patrimônio do setor alcançou R$ 1,6 trilhão em ativos, alta de 14,9%, enquanto as sobras distribuídas aos cooperados chegaram a R$ 61,3 bilhões, crescimento de 14,2%. O capital social integralizado atingiu R$ 122,7 bilhões, e o setor recolheu R$ 20,4 bilhões em tributos.
Os dados também apontam a retomada do crescimento nos registros de novas cooperativas. O resultado foi impulsionado pela criação de 302 novas cooperativas, um avanço de 37,3% em comparação ao ano anterior. O ramo Agropecuário liderou esse movimento, com o maior número de novos registros.
A presença do cooperativismo também segue capilarizada pelo território nacional. Em 2025, cooperativas mantiveram atuação em 3.425 municípios brasileiros e fortaleceram o acesso da população a serviços financeiros, assistência à saúde, produção agropecuária, transporte, infraestrutura e outros segmentos essenciais.
"Os números do Anuário mostram que o cooperativismo continua crescendo de forma consistente porque entrega resultados concretos para as pessoas. Cada novo cooperado representa alguém que escolheu participar de um modelo baseado na cooperação, na geração compartilhada de riqueza e no desenvolvimento das comunidades. O crescimento econômico das cooperativas demonstra que é possível conciliar competitividade, inclusão e prosperidade", destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O levantamento também mostra que o cooperativismo continua a ampliar sua contribuição para o mercado de trabalho. Em 2025, as cooperativas registraram 613.375 empregos diretos, crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. O desempenho supera, com ampla margem, o ritmo de expansão observado na força de trabalho brasileira no mesmo período.
As mulheres permanecem como maioria entre os empregados das cooperativas e representam 53% do total de trabalhadores do setor. O ramo Agropecuário, por sua vez, segue como o maior empregador do cooperativismo brasileiro, concentrando 277 mil postos de trabalho, o equivalente a 45,2% dos empregos do setor. Em seguida aparecem os ramos Saúde, com 162 mil empregados, e Crédito, com 134 mil.
"O Anuário confirma uma tendência que observamos há alguns anos: o cooperativismo cresce em escala, amplia sua participação na economia e fortalece seu impacto nas comunidades. São resultados que demonstram a capacidade das cooperativas de gerar renda, emprego, crédito, produção e desenvolvimento em todas as regiões do Brasil", complementa Tania.
Fonte: Sistema OCB